Menu

AVICULTURA COLONIAL É FONTE NUTRICIONAL E DE RENDA EM PROPRIEDADES DA AGRICULTURA FAMILIAR

24 MAI 2021
24 de Maio de 2021
Presente em grande parte das propriedades da agricultura familiar da região de Santa Rosa, a avicultura colonial contribui com a oferta de carne de frangos e ovos, com importante função nutricional e de segurança alimentar entre as famílias rurais, bem como pode se consolidar como uma importante fonte de renda com a comercialização destes alimentos.
As galinhas criadas no sistema colonial produzem carne com consistência diferenciada e ovos com maior pigmentação, aspectos de apelo popular entre os consumidores. Diante desta importância, a Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, oferece assistência aos agricultores, desde a produção até a legalização e comercialização dos produtos oriundos da avicultura.

OPORTUNIDADE DE GERAÇÃO DE RENDA
O casal Robson Rufino e Franciele Martins percebeu que a demanda por ovos coloniais era muito maior que a oferta local dos produtos e, com isso, decidiram dar sequência a um sonho de Robson.
Desde o dia 4/05, iniciou-se oficialmente a produção de ovos na Granja Rufino, localizada na divisa entre Santa Rosa e Três de Maio.
Três semanas depois do início da postura, a produção já atinge aproximadamente 50 dúzias por dia, com a perspectiva de ampliação gradativa.
Neste primeiro momento, são 1.000 galinhas no aviário, com intenção de ampliar em mais 500 animais na sequência e assim gradativamente até chegar à capacidade do aviário que é de 6.500 aves.
A avicultura colonial torna-se uma oportunidade interessante de geração de renda, uma vez que com critérios tecnicamente adequados, pode-se manter a estabilidade da produção durante todo o ano e ao atender à legislação vigente, ampliar o acesso a diferentes mercados.
No caso dos ovos, a alimentação diversificada oferecida no sistema colonial contribui para a cor amarelada intensa, característica muito procurada pelos consumidores.
O manejo preconizado também contribui para a qualidade do produto final.

MANEJO E ALIMENTAÇÃO
No sistema colonial as aves são soltas em piquetes ao redor do aviário, com acesso livre durante o dia a pastagens, sombra e espaço para circular livremente.
As linhagens utilizadas são rústicas e bem adaptadas ao sistema de produção colonial.
Na Granja Rufino optou-se pela linha Novogen Brown, diante da facilidade de manejo, qualidade do ovo e eficiência alimentar, com capacidade de expressar seu potencial a campo.
Cuidados com a alimentação fazem toda a diferença para o êxito da avicultura.
O extensionista da Emater/RS-Ascar, médico veterinário Guilherme Dahmer, explica que os chamados ovos coloniais ou caipiras são oriundos deste sistema de produção, em que as galinhas caipiras possuem acesso ao pastejo em sistema semiextensivo.
“Se as condições climáticas permitirem, elas devem ter acesso aos piquetes durante toda a fase de produção, serem soltas pela manhã e recolhidas ao final da tarde.
A densidade máxima nesses locais é de 0.5 m² por ave”, orienta.
Essa complementariedade permite também a redução dos custos de produção.
Água à vontade, limpa, fresca e de boa qualidade é essencial para a criação.
Rufino busca, em sua granja, atender à demanda dos consumidores por alimentos livres de resíduos de agrotóxicos e químicos.
Promotores de crescimento e antibióticos não são permitidos na produção de ovos coloniais, nem procedimentos como a debicagem.
SANIDADE E BEM-ESTAR
A preservação do bem-estar das aves, no sistema colonial, diminui ou elimina a necessidade de medicamentos quimioterápicos.
Para contribuir com o bem-estar e temperamento dos animais, de acordo com Dahmer, a densidade dentro dos galpões para esse tipo de criação não pode ser superiora a 7 aves/m².
“Apesar do descanso, a nidificação e a alimentação ocorrem, usualmente, dentro do galpão, porém os sistemas caipiras dão às aves a oportunidade de se exercitar ao ar livre”, explica.
Outro aspecto importante para se levar em conta é a vacinação, que deve levar em conta doenças com incidência na região.
Parasitas internos são controlados periodicamente com vermífugos e parasitas externos, como piolhos e ácaros, merecem maior atenção do produtor, que deve ser orientado sobre o manejo e aplicação correta dos produtos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional Santa Rosa
Voltar

Radio Assocei FM 98.7
Rua Jocundo Suliman, 815 - Centro
Entre-Ijuís - Rio Grande do Sul

(55) 3329-1700 

(55) 9 8433-0502 

Tenha também o seu site. É grátis!